segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sabedoria







“Ante os próprios erros, não descambe para o desculpismo e sim enfrente as conseqüências deles, a fim de retificar-se, como quem aproveite pedras para construção mais sólida.”











É ter fé.
É sintonizar-se com o alto e em silêncio e paz ouvir o altíssimo a nos inspirar a alma sensível a sua sublime e suprema vontade.
É estar plenamente convencido da realidade maior da qual pertencemos.
É jamais ter qualquer dúvida sobre a prevalência e proveito do bem sobre o mal.
É saber que bons hábitos são de difícil desenvolvimento, mas de fácil convivência e que maus hábitos são de fácil desenvolvimento, mas de difícil convivência.
É experimentar a humildade e o silêncio, toda vez que a violência ou a irritação apareçam.
É refletir sempre antes de agir.
É não exigir perfeição nos outros e nem mesmo em nós, mas procurar melhorar-se quanto possível.
É saber que não existem ofensas; mas ofendidos.
É saber que os enganadores enganam-se.
É compartilhar o bem que nos alcance.
É saber que somos espíritos eternos e se dispusermos da paz na consciência estaremos sempre inatingíveis a qualquer injúria ou perturbação.
É saber que frutas nascem azedas e vão ficando docinhas no pé com o tempo.
















RBPM 20I2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Liberdade

Livre é o homem  responsável por si.



Quanto mais ampliada e verdadeira for a vida em uma pessoa, maior será a sua liberdade.

Somos escravos de nossos erros, de nossas faltas em relação à Lei da Vida. Somos escravos de nosso orgulho e suas imposições. Por isto, não buscamos vida plena, por isto, não alcançamos a liberdade. Esta, somente para os inteligentemente humildes e gratos, os que se reconhecem pobres de espírito e buscando enriquecer as suas vidas, dando ao espírito maior proveito, fazem-se totalmente submissos à vontade de Deus e sua Lei.

Mas, submissos à lei da vida e não à lei dos dogmas, dos pastores e outros cegos que, às vezes até heroicamente, tentam guiar cegos. Submissos sim, mas à Lei de Deus que é Vida; e não às leis de letras mortas. Submissos à lei do espírito que não é deste mundo.

Para sermos livres, nossas referências têm que ser cósmicas. Temos que ampliá-las para além deste mundo. Nossa mentalidade tem que superar em muito a mentalidade de nosso tempo que nos prende a sua bestialidade primitiva e desumana.

 Temos de nos responsabilizar pelo homem que vive, ou tenta viver em nós. Temos que buscá-lo e, encontrando-o, cultivá-lo. A princípio, não é fácil, as referências são cósmicas. Porém só há este caminho. É necessário esforço, abnegação e boa vontade.

Desde Copérnico, sabemos que a Terra está no céu. Porque rebaixá-la tanto? Porque rebaixarmo-nos tanto? Elevemos nosso mundo! Elevemos a nós mesmos a uma melhor condição de vida e liberdade.

 Liberdade maior só a terá quem assumir de modo maior o compromisso da vida; de outra forma, seremos sempre escravos, presos em um mundo pequeno a refletir a pequeneza de nós mesmos.

            Imediatistas infantis, apologistas da desídia, buscamos apenas prazeres perecíveis. Se mais laboriosos, maduros e evoluídos buscaríamos bens de natureza superior: a ética apropriada ao templo do espírito, do eterno; a felicidade e a liberdade que ainda não compreendemos parte de nós.


RBPM 16 V I2009

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

RESPEITO



“A pessoa é bela, não pela beleza dela, mas pela beleza dos olhos que a vêem, que se refletem nela”.



Amor é conceito de significado e significância muito elevados para o atual grau evolutivo médio da humanidade. Por isso, tanto desamor em nosso meio. É como se ele não estivesse ao nosso alcance. O que entendemos por amor pouco  difere de nossas instintivas paixões. Interesseiros mesquinhos, somos muito egoístas para amar. Portanto, é muito difícil, senão quase impossível para nós o amor verdadeiro.

 Para que alcancemos algum dia capacidade de verdadeiramente amar, devemos começar nosso “amarás...”, aprendendo algo sobre um seu parente hierárquico de mais fácil apreensão aos nossos sentidos adormecidos.  O respeito.

Dignidade é dos bens mais preciosos que temos. Sem ela estamos desvalorizados e desestimulados. Vem o pior. Com ela, é como se acendesse uma luz em nossa esperança. Com ela parece que vamos conseguir chegar lá. Parece que podemos e merecemos e, com isso, é só partir em busca daquilo que almejamos.

A dignidade é o catalisador que acende e faz vibrar o bem que subjaz  oculto e latente em nós. Entretanto, nos primeiros passos do aprendizado, nossa dignidade não deveria ser vista pelos nossos próprios olhos, senão incorreríamos no risco da soberba vã; melhor que ela fosse revelada pelos olhos de outrem, até que nos convencêssemos de sua real presença em nós; assim como a dignidade alheia deveria ser vista pelos nossos olhos para desenterrá-la e despertá-la nos outros e em nós.

            Desta forma considerando, onde se insere o título deste texto? O respeito se deve e se dirige a nossa dignidade que, muito além de qualquer falso verniz, realmente existe e é buscada por cada um de nós. Se soubéssemos vê-la com bons olhos, ela se apresentaria facilmente na maioria das pessoas e, mesmo com alguma resistência, em outras. Mas nenhum obstáculo lhe resistiria à revelação.

            Os corações se abririam e estaria aberta uma nova etapa na história. A era da dignidade humana. E nós nos amaríamos por isto. E tudo seria leve, como leve seria o nosso olhar e  divina a nossa visão. Um grande passo no caminho de nossa humanização.

 Não há quem não se entusiasme com o reconhecimento da dignidade em si. É como se um velho sonho estivesse se materializando. Mesmo que este sonho fosse inconsciente. Mesmo que jamais suspeitássemos que nosso maior sonho, que nossa maior procura, que nosso maior vazio seja a ausência da percepção de que podemos ser dignos,  capazes de vivenciar o respeito que tanto lutamos para alcançar.

                       RBPM 28 VIII 2010                                                                                                     

domingo, 15 de janeiro de 2012

Você



                 “...sois deuses...”

“Seja feita a sua vontade, assim na Terra como no Céu”.

“Quem ama ao Pai faz a sua vontade, e quem faz a sua vontade, o Pai está nele, como está em mim e eu Nele”.




     Nosso ser é constituído em vários níveis e até mesmo em várias dimensões. Temos o corpo físico, o corpo mental, o corpo espiritual e por aí afora. Ou melhor, adentro. Dispostos radialmente em círculos concêntricos e polarizados, do centro à periferia, entre o mais excelente e o mais ordinário, temos, ao círculo central, Deus, o eterno espírito supremo, a mais excelente parte de nós. Em seguida a alma, a mente, o psiquismo e, no envoltório externo, o corpo físico, a parte menos resistente e mais facilmente perecível da nossa constituição.

     Paradoxalmente, não damos importância ao nosso maior tesouro. Sequer suspeitamos de sua existência. Vemos o corpo e não vemos a alma, menos ainda vemos a Deus. Fixados em nossas aparências, esquecemo-nos do conteúdo. A compreensão de nossa mente inferior distingue o óbvio, mas não o que a ela é oculto. Aqueles que têm olhos de ver sabem: intangíveis entre si, corpo e Espírito, são, ambos, tangíveis à alma, a mente, aos sentimentos.   

     Ao contrário do que normalmente se considera, os pensamentos e as idéias não têm origem em nossos cérebros. A rigor o cérebro é o último a ficar sabendo de alguma coisa. Se é que fica sabendo. A Mente Universal contém, ultra além, todas as idéias. Se elevadas, nossas mentes podem com Ela se comunicar. Processos do nosso psiquismo elaboram estas idéias/informações e processam pensamentos que fluem ao nosso cérebro no corpo físico. O mais, é pura ilusão egocêntrica. O cérebro é máquina orgânica que faz, simplesmente, conexões, mas não cria. Por estar conectado à mente, recria no contesto do universo físico o que a mente formula e lhe informa.

     Assim como nosso cérebro físico intermedeia e comunica corpo e mente, nossa alma intermedeia e comunica mente e espírito. Portanto, quanto mais bem formado nosso psiquismo, maior o contato com nosso espírito, maior o contato com o que temos de mais alto, amplo e profundo inscrito em nosso interior, maior o nosso contato com Deus.

     Se menor este contato, restamos míopes ou mesmo totalmente cegos, surdos e insensíveis.  Bestas feras a vagar pela vida sem viver. Subjugados por uma mente que não transcende a visão dos olhos e a audição dos ouvidos do corpo que não podem ver e nem ouvir o que se passa em outros níveis de nossa realidade.

     Íntimo este contato, entregues conscientes e confiantes ao Superior em nós, somos deuses, porque temos toda a nossa vida a seu exclusivo comando e disposição a nos ordenar as ações, agora perfeitas. Livres das imposições imperfeitas de nossas almas e mentes ainda imperfeitas que recriam com menor ou maior imperfeição aquilo que nos vem da Mente Universal, do Espírito de Deus que está em tudo que há. Se em tudo há luz; há luz em nós. Cabe-nos revelá-la plenamente e saberemos que somos deuses, na unidade perfeita, nós em Deus e Deus em nós.          

 RBPM 12 set 2010.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vertigem

O que tivera fim
Não tivera
O truque na verdade era
Imenso buraco em mim

Sem sentido vaga a vida
Suspensa no vazio
Pendida por tênue fio
Entre o escuro e a saída

Inexata esperança em vão
Mão amiga
Alguma luz
Panacéia, credo, cruz

E o receio de saber
Que o amor não é você


RBPM 08I2012

NAVE

Obra de arte
Perfeito
O artista que o houvesse feito
Grande seria
Inspirado o gênio
No gosto que tenho
Mas sei-o divino
E teu
O delicado na linha
A beleza dos movimentos
E os seios !!?


RBPM 08I2012