Livre é o homem responsável por si.
Quanto mais ampliada e verdadeira for a vida em uma pessoa, maior será a sua liberdade.
Somos escravos de nossos erros, de nossas faltas em relação à Lei da Vida. Somos escravos de nosso orgulho e suas imposições. Por isto, não buscamos vida plena, por isto, não alcançamos a liberdade. Esta, somente para os inteligentemente humildes e gratos, os que se reconhecem pobres de espírito e buscando enriquecer as suas vidas, dando ao espírito maior proveito, fazem-se totalmente submissos à vontade de Deus e sua Lei.
Mas, submissos à lei da vida e não à lei dos dogmas, dos pastores e outros cegos que, às vezes até heroicamente, tentam guiar cegos. Submissos sim, mas à Lei de Deus que é Vida; e não às leis de letras mortas. Submissos à lei do espírito que não é deste mundo.
Para sermos livres, nossas referências têm que ser cósmicas. Temos que ampliá-las para além deste mundo. Nossa mentalidade tem que superar em muito a mentalidade de nosso tempo que nos prende a sua bestialidade primitiva e desumana.
Temos de nos responsabilizar pelo homem que vive, ou tenta viver em nós. Temos que buscá-lo e, encontrando-o, cultivá-lo. A princípio, não é fácil, as referências são cósmicas. Porém só há este caminho. É necessário esforço, abnegação e boa vontade.
Desde Copérnico, sabemos que a Terra está no céu. Porque rebaixá-la tanto? Porque rebaixarmo-nos tanto? Elevemos nosso mundo! Elevemos a nós mesmos a uma melhor condição de vida e liberdade.
Liberdade maior só a terá quem assumir de modo maior o compromisso da vida; de outra forma, seremos sempre escravos, presos em um mundo pequeno a refletir a pequeneza de nós mesmos.
Imediatistas infantis, apologistas da desídia, buscamos apenas prazeres perecíveis. Se mais laboriosos, maduros e evoluídos buscaríamos bens de natureza superior: a ética apropriada ao templo do espírito, do eterno; a felicidade e a liberdade que ainda não compreendemos parte de nós.
RBPM 16 V I2009
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