quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Esperança


Ao povo que escolher ser livre, Deus escolheu. E revelou-se a este povo.







Espera sempre o melhor, pois ele sempre te espera. A cada dia, bem cedo, a vida aguarda nossas escolhas. Podemos ser tristes e reclamar, ou alegres e agradecer, ou...

Projetamos o nosso futuro tendo como referência imagens formadas em nossa mente, ou seja, construídas por nossa mente. Se estas imagens estiverem, de alguma forma, adulteradas por alguma má impressão ou má interpretação, será difícil ter vivido bem e, mais difícil ainda, projetar algum futuro que nele possamos depositar melhor expectativa ou que nos entusiasme.

Partindo do princípio de que tudo o que nos chega através dos sentidos é interpretado pela mente, podemos considerar a possibilidade de esta interpretação ser de má qualidade. E, se, de modo geral, o for, teremos vivido muito mal e invariavelmente teremos muita dificuldade para projetar ou realmente esperar melhor futuro.

Lembro-me daquela estória genial, que alternava vários episódios, onde aquilo que parecia ser bom revelava-se, depois, ruim e aquilo que parecia ser ruim, a salvação da lavoura. Mostrando claramente como podemos nos confundir ao interpretar os acontecimentos que se dão em nossas vidas:

“Em um lugarejo, alguns homens ganharam botas, João, que não as ganhara, protestava, sou sem sorte. Algum tempo depois, havendo guerra, todos os que ganharam botas foram convocados para o exército; e João que não tinha botas, bendizia, sou de sorte. Acabada a guerra, seus soldados foram condecorados e regiamente premiados com vários privilégios; João reclamava, sou sem sorte. Porém, em algum tempo, um por um dos combatentes era acometido por estranha doença adquirida nas trincheiras, e João se perguntava como deveria avaliar sua sorte”.

Faz-se necessária, então, criteriosa reavaliação de como temos interpretado a vida, o significado de seus sucessos, a revisão de conceitos, a limpeza dos programas e condicionamentos mentais que impossibilitam melhor perspectiva e visão.

Todos queremos uma vida melhor. Mas como alcançá-la com o nosso velho olhar? Interpretação! Um novo olhar. Eis o segredo. Devemos rever toda a nossa história de vida e dar-lhe melhor interpretação. Podemos com isso, reeditar as imagens que trazemos como quadros que contam nossa história. Podemos alterar nosso passado e, conseqüentemente, nosso presente. E, se utilizarmos melhor senso, compreendendo a grandeza de nossas vidas, projetar melhor nosso futuro e, com inquebrantável esperança e vontade, reinventar o bem-viver.



RBPM 29 VI 2009 

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