Soberba é a arrogância de quem se supõe superior.
“Bem aventurados os pobres de espírito, pois é deles o reino dos céus”.
A humildade é a postura correta dos que têm o conhecimento e o reconhecimento de estarem submetidos ao Poder de Deus, apenas ao Poder de Deus. Os verdadeiramente humildes, as almas gratas que se sabem ligadas ao Pai.
Já as almas que se fiam nas ilusões “tão concretas” deste mundo, as que não se sabem filhas, se crêem relegadas à sorte dos órfãos da paternidade divina, insensíveis à íntima dependência. Estas, com o seu ver errado, tateando no escuro, buscam o próprio “poder”. Não vivem, apenas sobrevivem num mundo pobre de valores, mísero de perspectivas, onde as vitórias alcançadas não têm vida longa. Sobrevivem enquanto sobrevivem as presunçosas ilusões, alimentadas pelo orgulho ignorante que constrói castelos de areia na areia.
Associamos humildade com inferioridade, submissão e pobreza, no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez e simplicidade. Não é posse material, mas realidade interna.
Nada pode sozinho o homem. O Poder só a Deus pertence. Humildemente ligados a Ele, temos, derivada deste Poder, força. Não Poder. Esse só Ele o tem.
Está aí a razão da loucura que se verifica no homem. Orgulhoso, tem a presunção do poder. Busca-o insanamente sem jamais alcançá-lo. Frustrado, desilude-se com a vida. Porém, jamais teve vida. Desiludiu-se com o que julgava ser vida. Lutou, competiu, até com Deus, deu todo o seu sangue e no fim... fósforo queimado... belo túmulo.
A obra a que deve se dedicar o homem é erigir-se a si mesmo. Elevar-se humildemente. Iluminar-se. Ter fé. Reconhecer-se pobre de espírito e buscar o divino que há em si.
Presunçoso e por mera suposição de valor, infundado valor, o orgulho do homem e seu exagerado amor-próprio que o fazem ter elevado conceito de si, confundem a ostentação e a soberba da vanglória com sucesso e felicidade; atributos exclusivos do espírito.
Felicidade só a alcança o humilde. O sentimento da verdadeira dignidade só o tem quem, primeiro, tem gratidão à vida, fé, generosidade, coragem e humildade de submeter-se ao Poder de Deus. O pobre de espírito. Este o forte, o humilde.
RBPM 11 VI 2009
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